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Pessoas que me motivam

25 de set de 2011

A MENINA QUE SE AFOGAVA...

Quando eu era criança, minha avó paterna vivia contando histórias que ela adaptava conforme sua necessidade. Uma delas era recorrente: o personagem principal variava de acordo com o sexo e a idade do ouvinte (eu e os demais netos) e o contexto também variava de acordo com o local e a situação em que ela queria inferir com sua história.
Para vocês terem um exemplo, por morar em cidade de praia, toda vez que ela julgava que eu estava abusando do mar na praia, ela contava a história da menina da minha idade que entrava no mar até o fundão, apesar dos apelos dos adultos e depois fingia se afogar. Quando todos chegavam perto para salvá-la, ela dava gargalhada e ria da cara das pessoas. Essas situações continuavam a acontecer, e cada vez menos pessoas corriam para salvá-la do afogamento. Cada hora era uma desculpa diferente, e as pessoas se decepcionavam com a criança.
Até que um dia a menina teve cãimbra (http://www.tuasaude.com/caimbra/)e começou a se afogar de verdade, mas ninguém entrou no mar para socorrê-la e ela morreu tragicamente. 

"FIM - THE END"

As fábulas da minha avó viraram motivo de brincadeiras e ironias conforme fomos crescendo. quando ela começava uma história dessas, a gente ria, tirava sarro e dizia: "Já sei, vó, aí a menina morre!" Mas hoje, só hoje, depois de mais de 40 anos que comecei a ouvi-las, essas histórias voltaram à minha memória de forma diferente. Eu me pergunto HOJE: "Quantas e quantas pessoas eu conheço que agem como a personagem principal das fábulas de minha avó?"
Como "pessoa que sai correndo para ajudar" e se sente "enganada", "usada", hoje eu não me sinto mais a fim de correr para socorrer e me sentir idiota. Amanhã pode ser que eu mude de atitude e volte a socorrê-la, mas não sei... cansa ver minha energia ser gasta em vão.
Isso é egoísmo? Eu também tenho meus problemas para resolver e muitas vezes não tenho ninguém para me ajudar. Em outros momentos, sinto até vergonha de pedir ajuda, pois são situações recorrentes, como a da menina se afogando. Então, nessas horas, me sinto na obrigação de me virar sozinha para não "queimar o meu filme".
Talvez eu me sinta na obrigação de ajudar porque não quero me sentir culpada se o meu amigo tiver cãimbra de verdade e eu não estiver lá na hora... já perdi amigas de forma trágica e foi uma barra punk. Mas quem sou eu para conseguir "salvar' alguém que decide se auto-destruir de verdade? Eu não tenho esse poder!!!
Quantas pessoas queridas começam dietas toda segunda-feira, postam nos seus blogs pedindo ajuda, recebem a ajuda de um monte de gente e depois metem o pé na jaca, cada dia com uma desculpa, e o ciclo se repete a cada semana ou mês?
Quantas pessoas queridas se predispuseram a largar o cigarro, a bebida, enfim, algo que as fazia agir compulsivamente e de forma nociva a si mesmas, mas logo depois vacilaram e voltaram ao vício. Eu tenho uma opinião formada na minha cabeça de que TUDO QUE SE TORNA FANATISMO OU COMPULSIVO FAZ MAL PARA MIM.
Tenho pessoas amigas e queridas que se metem em problemas mil, pedem socorro, a gente corre para ajudá-las com a maior boa vontade, a gente vê que conseguiu ajudá-las durante um tempo, mas é só virar as costas e em menos de 1 hora elas fazem coisas auto-destrutivas e entram novamente no fundo do poço. Por que?
Não sou psicóloga, não entendo o suficiente sobre a alma humana, não sou perfeita e acredito piamente que estarei sempre em construção, que sempre haverá algo para eu trabalhar e melhorar dentro de mim. Mas eu tenho plena consciência de que eu estou caminhando e fazendo tudo o que posso para melhorar como ser humano e me respeitar a cada passo. Eu já fiz muita besteira, mas tenho feito menos a cada dia que passa. Isso não me torna melhor que ninguém, mas eu PRECISO me sentir menos culpada quando eu decido usar minha energia para resolver os meus problemas e não os de alguém que vai rir e dizer que foi só um momento de deslize.
Eu gostaria de deixar aqui um questionamento para MIM mesma e para quem ler esta postagem. Se possível, deixem comentários aqui para eu tentar refletir com vocês. Esse assunto é importante para mim porque envolve atitudes que me intrigam.

Por que eu me auto-saboto?
Por que eu volto a "entrar no mar, abuso do perigo, e quase me afogo"?
Por que, quando eu estou bem, na zona de conforto, eu apronto algo contra mim mesma?
Por que quando eu estou emagrecendo, eu volto a engordar?
Por que logo após momentos felizes, eu tenho atitudes que vão estragar o que eu construí?

Pois é, esse "post" é uma piração minha e reflete o que está no meu coração no dia de HOJE. Obrigada desde já às pessoas que entrarem na minha piração e deixarem alguma reflexão aqui e que me ajudem a pensar melhor, sem correr em círculos. Beijão!!!


5 comentários:

Dani disse...

Boa tarde, amiga

Gostei do teu post... realmente, temos a vontade de ficar na zona de conforto!!! Mas hj percebo que a luta por estar numa rotina de vida mais saudavel é algo que nos tormenta e qdo estamos fazendo td certinho, isso tb com o tempo tornasse nosso porto seguro! Pelo menos é isso que sinto agora, senseção de "missão sendo cumprida"
Bjos e uma ótima semana pra ti!!!

Bruxa do 203 disse...

Também cresci com a minha avó contando essa história do menino que se "afogava" na piscina! rsrsrs

Antes de poder ajudar muita gente, temos que ajudar a nós mesmas. Quem está bem tem mais condições de ajudar, mesmo que seja com bons exemplos.

Em questão de emagrecimento, tem muitos blogs bons e sérios. Quem realmente quer se inspirar, procura posts antigos, lê os arquivos, aprende e corre atrás dos objetivos.

Anna Silva disse...

Costumo dizer que somos frutos da programação que recebemos na infância.Por exemplo, muitas vezes ouvimos dizer "Sorte no amor, azar no jogo" ou "Dinheiro é sujo" ou ainda, "Dinheiro não traz Felicidade." Então, insconcientemente, cada vez uma situação dessas acontece, tratamos de inverter o caso para comprovar o que nos foi dito a vida toda.Se estamos felizes, tememos o q virá depois pois só depois da tempestade vem a bonança.Vivemos reféns da nossa programação, só posso ser feliz depois de sofrer.Mulheres lindas são fatais...e assim,vamos nos boicotando.O melhor é cada vez que um pensamento desses vem a mente..devemos fazer um XÔ PRA LÁ...e enveredar por bons pensamentos.É POSSÍVEL SER FELIZ NO JOGO E NO AMOR, SER RICO E FELIZ , TER E DINHEIRO E NÃO SER MISERÁVEL, SER MAGRA, BELA E DO BEM.

*Lela* disse...

Amei seu post -
O seu questionamento é o de milhares de pessoas, inclusive meus; as respostas encontramos ao longo da vida ou passamos a vida procurando e isso sempre vai nos mover*

Beijus

Lu disse...

Sua vó ainda é viva Sô??
Não tive avós nem maternos nem paternos, sou carente de laço familiar...rs, sábia sua vó!!!

Bom, qto ao que escreveu, sinceramente tb não entendo, eu não perco mais tempo para ajudar quem não quer ser ajudado, minha ultima experiência me fez perder minha unica e minha melhor amiga q se auto sabota diariamente, eu simplismente cansei de tentar ajuda-la...
Eu com toda essa mudança depois q operei, engordei e emagreci denovo me fez mudar, se eu abuso um pouco sei q vou ter q malhar mais e mais e fechar a boca no dia seguinte, ainda não atingi minha meta, mas tb não me acomodei no q consegui até agora...a luta é diária, para isso e para tudo nas nossas vidas...
Tô contigo e não abro!!
Bjssssss
Lu

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META ATINGIDA EM 70 SEMANAS (25/02/2011, MEU NÍVER DE 48 ANOS) = 343G/SEMANA

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